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Foco, força e futsal: Conheça a trajetória do time feminino do TRT3-MG rumo ao ouro após estrear na modalidade

Foco, força e futsal: Conheça a trajetória do time feminino do TRT3-MG rumo ao ouro após estrear na modalidade

Elas chegaram, jogaram e já levaram o ouro. Na estreia do futsal feminino da delegação do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT3-MG) na 22ª Olimpíada Nacional do Judiciário Federal (ONJF), as mineiras brilharam com desempenho de campeãs. Em uma modalidade recente e que dobrou de tamanho nesta edição (de três para seis equipes), o grupo surpreendeu favoritos, conquistou o ouro, deixou o TST com a prata e o antigo campeão TRT4-RS com o bronze.

As atletas Marina Moraes e Angélica Xavier abrem os bastidores dessa conquista histórica, marcada por superação, foco e um laço de companheirismo que se fortaleceu a cada treino.

De 2024 ao pódio em 2025

Tudo começou com uma inspiração pós-olímpica. “O time surgiu após as Olimpíadas de 2024”, lembra Marina. Motivadas pela inauguração da modalidade, um grupo de atletas do TRT-MG uniu-se com um propósito claro desde o início: estrear no futsal feminino e conquistar o ouro.

Para Marina, que se juntou ao projeto já em andamento, a energia e o foco eram contagiantes. “Quando entrei, o time já existia. A equipe estava com o objetivo claro desde o início: a conquista do ouro em Foz.”

“Foi lindo ver a evolução conquistada durante toda essa trajetória. Algumas [atletas] nunca tinham jogado futsal na vida. Ver cada uma melhorando e progredindo a cada treino, a cada jogo é muito emocionante”, disse.

O desafio inicial, segundo a atleta, era simples, mas fundamental: “montar um grupo que comprasse a ideia.” Com esse passo dado e o apoio estrutural imediato da Asttter, que forneceu quadra, materiais e comissão técnica, o sonho ganhou forma de projeto. A confiança veio gradualmente, com cada passe, drible e gol nos treinos. “À medida que fomos percebendo a evolução individual e do time como um todo ao longo do processo, ganhamos confiança de que nossa meta poderia ser alcançada.”

Treinos

Se o objetivo era o topo, a dedicação tinha que ser igualmente alta. Marina revela que o empenho era inegociável, chegando a sacrificar momentos de lazer para treinar e até feriados, como, por exemplo, o carnaval.

Com uma rotina de treinos duas vezes por semana e amistosos, a equipe se blindou contra a desistência, mantendo o foco absoluto, e assim o amor pelo esporte foi crescendo dentro de cada atleta. “Acredito que o objetivo comum e a dedicação de todos os envolvidos foi o maior diferencial. A conquista da medalha de ouro virou quase que uma obsessão nossa. Isso nos uniu,” afirma Marina, que ressalta: “Somos um time dentro e fora de quadra e isso também faz toda a diferença”.

Os desafios

Mas, ao longo do tempo, a força do grupo foi testada, quando Angélica, uma das fundadoras e então capitã do time, sofreu uma lesão grave no joelho. A atleta, que já havia superado uma lesão anterior no joelho direito para voltar a jogar, viu o problema de saúde retornar.

“Eu tinha machucado há alguns meses atrás, mas estava com o diagnóstico errado… Mas um dia, no treino, eu fui girar em quadra e caí e vi que era alguma coisa mais séria,” relata Angélica. A ressonância confirmou a ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) do joelho esquerdo, o que a levou ao centro cirúrgico. “Foi realmente muito triste.”

Apesar da cirurgia recente, Angélica não se afastou. Ela continuou indo aos treinos, ajudando o time na parte técnica e manteve a programação para ir à Foz. “Eu até disputei futebol de mesa, que era uma modalidade que eu podia depois da cirurgia recente, para continuar participando da Olimpíada.”

O momento mais simbólico, no entanto, veio em quadra, no primeiro jogo de futsal feminino. “Dar o toque inicial do jogo foi algo simbólico, mas me emocionou e emocionou o time,” contou.

Marina descreveu a cena como o ponto alto da emoção: “Ver ela recém operada dando aquele ponta pé inicial… foi realmente algo que nos marcou bastante.”

A conquista

Apesar de ser a primeira vez que o time competia na modalidade, a medalha de ouro não foi vista como obra do acaso, mas sim como a colheita de um ano de trabalho intenso e estratégico. No caminho até a final, o maior desafio, segundo Marina Moraes, foi a semifinal contra o forte time do TRT4-RS, que havia sido o campeão na edição anterior.

“Foi um jogo mais disputado, especialmente no início. Demoramos um pouco mais a conseguir fazer o primeiro gol,” lembra Marina. Ela aponta que o time gaúcho se destacava pelo seu “jogo coletivo mais forte” e pela “força física individual da maioria das atletas e o entrosamento coletivo” superiores aos demais adversários. Contudo, a superação mineira foi avassaladora: assim que abriram o placar, o time ganhou confiança e desarmou a defesa adversária, vencendo com um placar expressivo de 6 a 1.

Com a vitória garantida, a final se tornou a celebração do objetivo alcançado. Para Marina, o momento do título foi “maravilhoso e de muita alegria,” coroando a jornada com a sensação de dever cumprido e a prova de que todo o empenho valeu a pena.

Para a ex-capitã Angélica Xavier, a vitória do time reforça a importância do esporte. “Eu acredito que o esporte representa muita coisa boa, superação, esforço, momentos de lazer, construção de companheirismo, eu desafio todas as mulheres a se desafiarem a pelo menos experimentar”, finalizou.

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