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Amor à primeira vista: pai de servidora frequenta Olimpíada há anos mesmo sem a filha

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Amor à primeira vista: pai de servidora frequenta Olimpíada há anos mesmo sem a filha

Uma paixão que começou em 2010. Will Figueiredo, mais conhecido como Cartola, foi convidado pela filha Adriane Figueiredo, servidora de origem do TRT4-RS, que hoje trabalha no TRT12-SC, para ir à Olimpíada Nacional da Justiça do Trabalho, que aconteceria na cidade de Recife, em Pernambuco.

Amante dos esportes, Cartola, que possui habilitação em Educação Física, ficou encantado com o evento, o que fez Recife ser a primeira das muitas sedes olímpicas que ele frequentaria. Após três edições, Adriane mudou de Tribunal e resolveu dar uma pausa nos jogos – o que não parou Cartola.

Pai e filha na Olimpíada em 2012. Divulgação/Adriane Figueiredo

Mesmo sem a filha, ele continuou indo, ano após ano, para a Olimpíada Nacional da Justiça do Trabalho acompanhado dos meninos – forma carinhosa que chama a equipe do TRT4-RS. “Quando ela falou que não vinha, os meninos falaram: ah, mas o Cartola tem que vir, aí aquilo mexeu comigo também, apesar de eu já ter me apaixonado pelo evento. Eu tinha dito para eles que eu só não vinha mais quando eu não tivesse mais aqui por que enquanto eu estiver aqui eu venho”, disse.

A pausa da Adriane durou 10 anos, tempo em que ela mudou de fase e constituiu família. Enquanto isso, Cartola continuava frequente nos jogos, chegando a ajudar o time no desempenho do basquete, como técnico temporário do esporte, função da qual se orgulha. “Quando eles montaram a equipe de basquete, eu me sentei lá no banco para ficar de técnico. Nesse período que estive lá, a gente ganhou uma medalha de prata e uma de bronze. Depois eles arrumaram um técnico mesmo e o time continuou evoluindo”, relembrou.

Em 2022, com a Olimpíada sendo sediada no estado em que mora atualmente, Adriane resolveu voltar, acompanhada do esposo, do filho e do pai. “Voltar para a Olimpíada depois de 10 anos foi emocionante porque tive chance de rever os amigos, trazer minha família, meu filho para ver esse espírito de competição e de confraternização. Ganhar também é legal, conhecer o pessoal de Santa Catarina é muito legal e estar com o meu pai, que desde o início continuou nesse evento tão bonito, é maravilhoso”, declarou.

No evento de retomada, Adriane deixou sua marca em natação, esporte pela qual é apaixonada. Pela primeira vez conquistou ouro na modalidade, na prova de 100m peito. Nas edições anteriores que participou, no Recife, em Belo Horizonte e Gramado, ela só tinha conseguido bater na trave, sempre conquistando prata ou bronze.

Ao ser questionado se torcia pela delegação que a filha estava atualmente, o TRT12-SC, ou o TRT4-RS, Cartola respondeu: “No futebol, acompanho os meninos, torcendo por eles. Na natação, vou lá dar uma corujada e torcer pela minha filha, como sempre fiz desde criança”, contou.

Paizão que chama, né?

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